segunda-feira, 9 de maio de 2011

A caminho do Maranhão

Não sei se de lá eu escreverei...



Não sei se lá farei fotografia, poesia ou folia, não sei.


Não sei se após dez anos ainda terei a mesma coragem, ou o mesmo pulso, pra cruzar parte do mapa brasileiro assim, carregando mochila e violão.


Não sei o que me espera, pouco sei do que espero.


Prefiro não esperar muito e deixar a vida ser leve lá aonde não existe geladeira pra abrir, luz pra acender, telefone pra tocar...


Tomarei a alegria assim como a tristeza e o sol tanto quanto a chuva.


Se levarei casaco, dinheiro, câmera, barraca, canivete, lanterna?


Só de uma coisa sei muito bem:


Levarei comigo este que não é um lugar;


Este que não é físico;


Este que ancora uma presença espiritual imensa e misteriosa;


Este que é o ponto central de onde todas as coisas surgem;


Meu CORAÇÃO.


Este não esquecerei nem por um segundo!