terça-feira, 28 de outubro de 2008

Intuitivamente respiro
Abro
Faço em logos com coros
Dou-me fluida ao céus em meu altar
Sincrônicas lagartixas desenham listras de cores
Sou o que sou porque sou
Se não fora ou não fosse, seria assim mesmo
Desconexas inflexões
Batedeiras no peito ao fim do silencio e da plenitude
Quase alcançada,
quase flor que desabrocha
Um jarro no centro da sala
Pétalas caindo de guirlandas
Flautas transversais geram o transe
Respiração ação que pira, pura
Solto o andamento e deixo ir, ser...
Deixo estar como está...
O infinito é no agora e aqui existe o T O D O
Abro
Alongo os tendões dos músculos rijos
Espiralizo as notas da minha voz...
Plenamente me deito e pronto.

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